O mundo moderno possibilitou ao homem muitos mecanismos para ampliar seus conhecimentos, fato que incidiu no estabelecimento da democracia, entretanto as estruturas de poder não foram democratizadas, pois o interesse particular passou a preponderar sobre o coletivo, estimulado pela ganância insaciável do capital. Nesta perspectiva a concentração de renda nas mãos de poucas pessoas aumentou, deixando a grande maioria das famílias a mercê dos programas governamentais, já que os postos de trabalho estão encolhendo e a demanda de mão-de-obra profissional qualificada, praticamente inexiste. Estamos num momento que exige uma profunda reflexão de cada um nós, principalmente porque os problemas sociais estão sendo maquiados para parecerem que estão sendo solucionados, vejamos o caso do analfabetismo que “está sendo reduzido”, enquanto cresce o número daqueles que passaram pela escola e quase nada aprendeu - os analfabetos funcionais. Está mais do que claro que o sistema educacional está fragilizado pelo descaso político, por isso não prepara adequadamente as classes mais pobres para acessarem sua cidadania, eis aí um forte adubo para o fortalecimento das mazelas sociais.
Pensar o desemprego é buscar compreender a razão do crescente nível de violência, fundamentalmente da desagregação familiar e de tantas outras mazelas sociais, fundamentalmente na desumanização do homem pelo homem que, assumindo um comportamento materialista esquece-se de sua origem.
Vale lembrar que o desemprego é fruto da injusta distribuição de riquezas e que a roubalheira do dinheiro público, principalmente das prefeituras pela omissão dos vereadores e da população, combinada com a impunidade e a inoperância e morosidade do judiciário, alimenta e fortalece a capacidade dos mais “fortes” dominar os mais “fracos”. Outra causa geradora do desemprego é a alta tecnologia que estimulando a competitividade seleciona, classifica e exclui, submetendo milhares de trabalhadores e trabalhadoras a condição de escravos seja nas fazendas ou nas carvoarias que alimentam os fornos das siderúrgicas.
Atribuir a responsabilidade aos nossos governantes em acabar ou reduzir o desemprego já que a eles cabem o bom funcionamento das políticas públicas e a inserção social, principalmente das camadas sociais mais pobres é dever de cada um de nós, pois se Deus deu o trabalho ao homem para dignificá-lo, por que haveria de os governantes permitirem que o desemprego aumente?