A pedofilia é um mal que persegue a sociedade deste os primórdios, causando transtornos na vida das pessoas por toda sua existência, já que a vítima não só sofre a agressão física, mas principalmente no seu psicológico. Ela atinge não somente a criança, mais toda a família e a sociedade.
Mesmo sendo um mal milenar, a pedofilia ao longo da história da humanidade, vem sendo banida, pois a sociedade evoluiu, aprendendo com os próprios erros, melhor ainda, compreendendo que o número de criminosos que praticam a pedofilia é sempre muito menor do que aqueles e aquelas que lutam para combater este mal que destrói vidas e compromete o futuro da sociedade.
O livro de Mateus 18:6, nos dá uma idéia muito clara da visão de Deus sobre qualquer agressão às crianças, quando afirma: “...qualquer que fizer tropeçar um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho, e se submergisse na profundeza do mar”
Todo crime e maldade diante da visão divina, principalmente quando o criminoso vitimiza aos que se encontram num estado de inocência, como no caso das crianças e dos adolescentes, é tratado com severidade e todo rigor. Entendo que para dar exemplo a outros que porventura busquem cometer o mesmo crime, evitando-se assim, a impunidade – instrumento que reforça e faz crescer a prática deste e de outros crimes.
Para que o crime da pedofilia não fique impune, de maneira prática, podemos fazer uso de dois importantes instrumentos, o ECA e a denúncia. O uso destes instrumentos não permitirá que as crianças e adolescentes sejam martirizados pela desumanidade dos adultos imorais que possuídos por um distúrbio de conduta sexual, sente desejo de praticar sexo com crianças e pré-adolescentes.
Os professores, professoras e toda sociedade podem ajudar no combate aos pedófilos, porque somos formadores de opinião e acreditamos que o crime deve ser evitado, bem como a denúncia requer muita coragem e sentimento de cidadania. Nesse sentido, a mídia é uma forte aliada para desmascarar essa imoralidade, porém não nos cabe julgar, afinal a polícia e a justiça foram instituídas para cumprir esse papel.
O crime de pedofilia é tão desprezível que até os presidiários que cumprem sentença por outros crimes graves não aceitam essa barbaridade, de modo que quem comete esse crime ao ser recolhido na prisão sofre uma rigorosa e exemplar punição.
Nos dias atuais em que o acesso aos meios de comunicação; particularmente a Internet se amplia, mais se facilita a ação do pedófilo, portanto é imprescindível que pais, mães e responsáveis de crianças e adolescentes estejam permanentemente vigilantes e no controle do uso destes aparelhos, afinal são por meio deles que os pedófilos se aproveitam da ingenuidade das vítimas para destruir suas vidas.
Que toda e qualquer pessoa se indigne diante deste e qualquer outro crime e, fazendo uso da denúncia possamos exigir a punição do criminoso, pois é a coragem de quem denuncia e o apoio social ao denunciante que estimulam outros a denunciar e a Justiça cumprir seu papel!
ARTIGO DE OPINIÃO
Pedofilia, amanhã, a vítima pode ser alguém da sua família
Um dos assuntos mais em voga nos últimos meses em todo o país é PEDOFILIA. Mas discutir este assunto com profundidade ainda tem sido um paradigma a ser quebrado. Primeiro, porque a maioria dos envolvidos são pessoas que tem certo poder aquisitivo ou político e geralmente estão inseridos entre as pessoas de “bem” da dita sociedade.
As grandes emissoras de rádio e tevê, além, é claro, dos jornais e revistas de circulação nacional tem motivado os veículos de comunicação das pequenas cidades a difundir com mais ênfase esta questão. Mas é bom lembrar que em alguns municípios isso não pode acontecer porque há envolvimento direto de personalidades bem conhecidas com os casos de pedofilia. Não quero citar nomes, até porque, em alguns casos, os processos que acusam determinadas pessoas ainda nem foram julgados e todos são “inocentes” até que se prove o contrário.
Aqui em Açailândia, por exemplo, nos últimos meses – após a visita do senador Magno Malta, presidente da CPI da Pedofilia no Senado – o número de pessoas denunciadas nos órgãos competentes aumentou consideravelmente. Isso se deve, acredito, a coragem de alguns em tornar público tais fatos que entristecem e envergonham a nossa sociedade. Mas a pergunta é: Quantos realmente estão presos, pagando pelos crimes de abuso e violência sexual contra nossas crianças e adolescentes?
Na verdade, muitos sabem hoje o que significa a palavra PEDOFILIA e o que isso traz de prejuízo moral e psicológico não só para a vítima como também à família envolvida. Mas não podemos esquecer-nos de continuar chamando a atenção das autoridades para os casos que continuam “pendentes” na justiça e de pais, irmãos, tios, vizinhos, amigos, irmãs, tias, mães, enfim, suspeitos de serem pedófilos. Fiquei sabendo, inclusive, que a maioria dos casos denunciados de abuso sexual contra crianças e adolescentes em nossa cidade não parte dos familiares, mas sim de pressões externas. Até mesmo quando os familiares tomam esta decisão é porque os vizinhos pressionaram.
Falar de pedofilia, para início de conversa, não é bom. Dá um frio na espinha em pensar que enquanto estamos tratando deste assunto, alguma criança está sendo abusada. Por outro lado, os pedófilos, esses indivíduos de comportamento avesso, tem algum tratamento? Vi na televisão que esta conduta poderá ser modificada. Mas também assisti alguns psicólogos afirmando que não há cura. São transtornos psíquicos de algum resultado maléfico ocorrido com eles quando crianças. Foram abusados? Viram fatos desta natureza com alguém que amavam? O certo é que cada caso é um caso, e na minha opinião, enquanto a ciência não nos traz um resultado mais significativo, que todos eles – os pedófilos – sejam separados da sociedade para que não venham cometer mais crimes contra as crianças e adolescentes.
Meu recado final é que nos unamos em prol de uma defesa ampla e sistemática em favor das crianças e dos adolescentes começando em casa (onde o perigo ronda diariamente), depois na escola (onde o perigo já deu as caras) e na igreja (onde o perigo está disfarçado entre trechos bíblicos e piscadelas carinhosas de algum líder religioso).
A sociedade tem o papel de denunciar todo e qualquer abuso contra crianças e adolescentes. Cabe aos órgãos competentes averiguar, prender, julgar, condenar ou libertar os envolvidos. Cruzar os braços é ser conivente com a pedofilia. Amanhã, a vítima, pode ser alguém da sua família, pense nisso.
Jorge Quadros*
Radialista e Escritor