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16/10/2009 às 10h17min - Atualizada em 16/10/2009 às 10h24min
   
TAMANHO DA FONTE A- A+
O ENEMP – Encontro Nacional do Escravo Nem Pensar problematiza o trabalho escravo por meio da Educação

Mês Setembro:O ENEMP – Encontro Nacional do Escravo Nem Pensar problematiza o trabalho escravo por meio da Educação

O trabalho escravo como já é sabido é um crime repugnante e inaceitável, portanto é necessário convergir todos os esforços no sentido de erradicá-lo de nosso meio social. Não há como permitir que em pleno século XXI seres humanos sejam despidos de sua dignidade e transformados em objeto descartável.

Este crime se alimenta da impunidade, da ineficiência do aparelho estatal, facilitando o avanço do analfabetismo funcional e de outras mazelas sociais, assim como a oferta de mão-de-obra barata e descartável já que a carência de políticas públicas nos municípios de origem dos trabalhadores escravizados exclui todo e qualquer direito, principalmente os direitos fundamentais, tão bem preceituados nas leis do nosso país.

Não podemos esquecer de suas raízes – a ganância do lucro, a impunidade e a miséria, como bem diz o frei Xavier Plassat ao definir o tripé que sustenta este crime.

Como diz o ditado: “o mal se deve cortar pela raiz”. Portanto, para erradicar o trabalho escravo é preciso distribuir melhor as riquezas, aplicar a Lei independente da condição ou status social do criminoso e acabar com a miséria. Esta equação só será resolvida quando todos os atores e atrizes sociais convergirem seus esforços no mesmo sentido. Exemplo maior disso tem sido o programa de educação Escravo, Nem Pensar! Que coordenado pela ong Repórter Brasil e apoiado por órgãos de Estado, sociedade civil organizada e a iniciativa privada
O programa "Escravo, nem pensar!" foi iniciado em 2004, sendo fruto de uma parceria da ong Repórter Brasil com a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República. Na verdade é uma rede de parceria que envolve entidades da sociedade civil e secretarias de educação estaduais e municipais, que fornecem apoio local com hospedagem, alimentação, liberação dos professores e a infra-estrutura necessária para que aconteçam as formações.
Tendo como missão diminuir por meio da educação o número de trabalhadores das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste aliciados para o trabalho escravo na Amazônia e no Cerrado brasileiros, o programa propõe alternativas variadas para que os educadores e educadoras possam dar visibilidade ao crime de trabalho escravo e de forma criativa passam a ser multiplicadores de direitos humanos.
Depois de mais de quatro anos percorrendo o país, passando por alguns estados brasileiros com os piores indicadores sociais, o programa se agigantará quando nos dias 10 a 12 de outubro reunirá em Açailândia mais de 200 educadores e lideranças populares de seis estados (Maranhão, Piauí, Bahia, Pará, Tocantins e Mato Grosso), envolvendo 37 municípios num grande evento denominado I ENEMP – Encontro Nacional do Escravo Nem Pensar. Certamente será um dos maiores eventos promovidos em Açailândia, onde trocas de experiências, debates temáticos, rodas de conversa, oficinas e apresentações culturais com foco na temática do trabalho escravo contemporâneo, buscarão aprofundá-lo. Este evento organizado pela ong Repórter Brasil e o Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos de Açailândia (CDVDH), conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Açailândia, da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH) da Presidência da República, da TAM Linhas Aéreas, do Ministério Público do Trabalho (MPT), da Justiça do Trabalho e da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

ARTIGO DE OPINIÃO
Encontro Nacional do Escravo Nem Pensar! Porque realizar em Açailândia?
Entre os dias 10 e 12 de outubro, Açailândia será sede do I Encontro Nacional do “Escravo, nem pensar!”. Professores e lideranças de seis Estados do país estarão na cidade para participar de debates, oficinas e rodas de conversa sobre trabalho escravo e temas relacionados.
O evento está sendo organizado pela ONG Repórter Brasil, Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos de Açailândia (CDVDH) e Comissão Pastoral da Terra.
A parceria antiga e o trabalho desenvolvido pelo CDVDH em Açailândia contribuíram muito para que a Repórter Brasil apresentasse a proposta de realizar na cidade esse encontro, que pretende fortalecer a rede de prevenção ao trabalho escravo formada por professores e lideranças espalhados por mais de 40 cidades.

Esses professores e líderes são participantes do programa “Escravo, nem pensar!”, que envolve formação e apoio técnico e financeiro para o desenvolvimento de projetos sobre trabalho escravo e outros temas relacionados, como trabalho infantil, exploração sexual e meio ambiente, por exemplo.
Durante o evento, haverá a oportunidade de apresentar aos participantes importantes exemplos de organização e de busca de alternativas de renda construídos pelo Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos de Açailândia e pela população de Açailândia, como a Rádio Arca FM e a Cooperativa para Dignidade do Maranhão. Haverá ainda espaço reservado na programação do encontro para a apresentação dos grupos culturais ligados ao Centro.
O “Escravo, nem pensar!” é um programa realizado pela ONG Repórter Brasil e foi criado em 2004. Em cada cidade em que o programa atua, professores e líderes são estimulados a divulgar as informações sobre o trabalho escravo em suas ações do dia a dia, seja na sala de aula ou na comunidade. Um trabalho importante de prevenção e conscientização da população sobre essa violação aos direitos humanos.
A organização do encontro conta com o apoio de diversas entidades – como Instituto Rosa Luxemburgo, TAM Linhas Aéreas, Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho, Ministério Público do Trabalho, Justiça do Trabalho, Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho e Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República – e também da Prefeitura Municipal de Açailândia.
As entidades organizadoras esperam que as atividades do encontro ampliem o conhecimento sobre o nosso país e que as experiências compartilhadas inspirem novas formas de lutar contra o trabalho escravo.
Equipe Escravo Nem Pensar





 



 
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Data: 18 - Set

CDVDH - Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos
 
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