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Capoeira Cidadã
No dia 07 de abril de 2002, nascia o projeto Capoeira Cidadã. A primeira turma surgiu no Bairro do Jacu, na época com vinte inscritos, no espaço cedido pelos missionários Combonianos daquele bairro, onde funcionava uma capela. Visitamos várias famílias a fim de articular naquele bairro um grupo de capoeira. Andando pelas ruas, nos deparamos com um grupo de dez jovens adolescentes que, displicentemente conversavam. Convidando-os para participar da atividade de capoeira prevista para começar dia 10/04/02 , todos acolheram o convite com alegria, embora desconfiados com a proposta. A equipe percebeu que o trabalho seria árduo no sentido de fazer com que a criançada freqüentasse de fato as oficinas de capoeira. A realidade se apresentava muito dura para eles: fome, drogas, falta de infra-estrutura básica, erosões, violência... Muitas crianças estavam fora da escola, por motivos banais até. O projeto visava integrar a criança na capoeira incentivando a freqüência escolar, sobretudo. Na Vila Bom Jardim, um dos bairros da periferia, de Açailândia a atividade com capoeira iniciou logo na semana seguinte e tivemos a grande contribuição de Ana Monserrat – uma espanhola missionária - e Diône que junto ao professor “Chico” todas as quintas feiras ofereciam seu voluntariado ao projeto. Hoje, o projeto Capoeira Cidadã atinge quatro bairros da cidade: capelozza, Bom Jardim, Vila Ildemar e Jacu atendendo diretamente 266 crianças e adolescentes. Ela é bastante aceita pelo publico assistido e seus pais e é caracterizada como uma luta, dança, defesa pessoal, esporte, arte...ou seja a expressão da cultura popular. Capoeira é musica, poesia, festa, brincadeira, diversão. É a manifestação e expressão de um povo. E como tal ela pode contribuir no processo de formação da pessoa que a pratica. Além do mais é um fenômeno nacional, é a expressão de uma síntese de gestos e movimentos que caracterizam a nossa herança africana.
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