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O que é Trabalho Escravo?
É o trabalho degradante que envolve o cerceamento de liberdade. Já se passaram 116 anos da assinatura da Lei Áurea, aquela que tirou da lei a permissão do trabalho escravo, mas o Brasil continua tendo a vergonha do trabalho escravo. Mais de um século depois do fim oficial da escravidão, o Brasil ainda não se livrou da mentalidade da escravidão. A lei não permite mais barbaridade. Existe apenas o interesse desumano de donos de terras ou de negócios que só querem saber dos seus lucros. São grandes fazendeiros que não estão preocupados com o ser humano, mas somente em aumentar suas fazendas e seus ganhos. Para isso eles continuam usando trabalho escravo.Há também grandes indústrias que se aproveitam de produtos em insumos provenientes do trabalho escravo. Segundo o ministério do trabalho diz na Instrução Normativa n° 1, de 1994, assim define a moderna escravidão: “Condição análoga à de escravo que se dá através de fraude, dívida e retenção de salários e documentos , ameaça e violência.” E segundo a Organização Internacional do Trabalho – OIT, na convenção n° 29, de 1930, assim define o trabalho escravo: “Trabalho forçado é todo trabalho ou serviço exigido sob ameaça de sanção e para qual não se tenha oferecido espontaneamente”
O TRABALHADOR: “Não tem direito a nada Não pode sair quando quiser Não pode beber água potável quando tiver sede Não pode escolher o que fazer depois do trabalho Só deve trabalhar e obedecer ordens E sempre está sob a vigilância de homens armados” E esta é vida de milhares e milhares de brasileiros.
O TRABALHO ESCRANO MARANHÃO O Estado do Maranhão é um Estado de economia sobretudo agrária. Nosso Estado tem vários recursos naturais. Temos muitos rios. E temos boas condições do solo. Hoje , 32% do território maranhense é utilizado para agricultura. O maranhão fica no oitavo lugar do Brasil e o segundo da região Nordeste, em tamanho de território. Sua extensão é de 333.365,6 KM.. O maranhão, por exemplo, é maior do que a Itália e a Inglaterra e pouco inferior ao Japão. A exploração da terra por grandes empresas é um fenômeno recente no estado. Até a década de 40, o total de área que estava nas mãos de particulares era de 10%. A grande parte do território, ainda naquela época, constituí-se em terras devolutas, ou seja, terras de propriedade do estado e de frente de expressão camponesa. De 1970 para cá apareceram falsos donos daquelas terras. Antes elas pertenciam ao estado e agora caem facilmente nas mãos de grandes proprietários. È o que se chama de grilagem. Ou seja, terra públicas que passam a ter falsos donos. A origem dos trabalhadores do campo vem de descendentes de tribos indígenas, de escravos trazidos da África, de quilobolas, de catadores de produtos da floresta, de ribeirinhas entres outros.. Hoje, o Maranhão está sentindo as conseqüências da entrada do sistema capitalista no campo. No sul do estado se formaram grandes plantações de soja, que produzem grandes riquezas, mas pouquíssimos empregos. A Comissão Pastoral da Terra (CPT) do Maranhão de que: as 14 maiores propriedades controlam um milhão e 600 mil hectares de terras. Por outro mais de 70% das propriedades rurais estão abaixo de cinco hectares. São muito pequenas. As várias políticas de desenvolvimento do estado favorecem grandes indústrias latifúndios.Com a chegada das grandes empresas do sul e do Centro-Oeste , veio junto a grilagem também. Ou seja, muitas dessas empresas se apropriarem de terras que não eram delas. Terras “griladas”. Os camponeses forma cada vez méis empurrados para fora dos campos maranhenses, sem alternativa de sobrevivência. A terra onde o camponês podia produzir para si e sua família ficou reduzida a 30 metros ao longo de rodovia. O Maranhão é um estado onde há uma enorme cerca. São cerca dos latifúndios empurrando os trabalhadores rurais nas guarras do trabalho escravo. Esta é a origem da escravidão. Maranhão: Triste troféu de exportador de escravos. O estado do Maranhõa ganha o troféu de uma triste disputa: É o campeão de exportação de mão de obra escrava.Nossos trabalhadores maranhenses são levados como escravos para todo o Brasil, principalmente para o sul do Pará.
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