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17/12/2009 às 22h08min - Atualizada em 17/12/2009 às 22h08min
   
TAMANHO DA FONTE A- A+
Julgamento de um dos acusados de ter tentado executar a tiros um líder camponês no Assentamento Lago Azul em Buriticupu
Marcado para o dia 18 de dezembro de 2009 o julgamento de um dos acusados de ter tentado executar a tiros um líder camponês João Silva Lima, o João do Vale no Assentamento Lago Azul em Buriticupu/MA.

O fato ocorreu em 22 de abril de 2003 por volta das 19 hs, quando três homens chegaram de moto, fortemente armados, invadiram a residência do líder camponês no Assentamento Lago Azul desferindo 06 tiros (05 de revolver e 01 de espingarda de grosso calibre). O camponês que à época era presidente da Associação dos Moradores do Assentamento Lago Azul foi atingido por um dos tiros em seu ombro esquerdo e conseguiu escapar juntamente com sua esposa e filhos.

Um dos homens foi identificado pela polícia e reconhecido pela vítima é Risomar Santos de Oliveira, conhecido como Riso, tendo sido preso por força de decreto de preventiva em 07 de julho de 2003 e solto em agosto de 2005, por excesso de prazo apesar parecer do ministério público pela manutenção da prisão.

Risomar será julgado por tentativa de homicídio qualificado e poderá ser condenado à pena de prisão entre 04 e 20 anos.".

Há suspeita de que os outros dois seriam um “José Fortunato Lemos” conhecido como “Mocinho” e um “Henrique”, há determinação judicial para que sejam identificados mas não há diligência da polícia nesse sentido, assim como os mandantes não foram identificados, já que o crime tem característica de ter sido praticado mediante encomenda.

O assentamento Lago Azul foi criado em 1996 com cerca de 80 famílias sendo assentadas, porém as famílias foram expulsas dos seus lotes, tendo havido vários assassinatos, apenas 05 famílias continuam morando na vila, porém sem ter acesso às suas roças, além de Edmundo, irmão de João do Vale que saiu por ter ingressado no Programa de Proteção às Vítimas e Testemunhas (Provita). João do Vale não ingressou no programa por ter considerado as regras extremamente rígidas.

Anteriormente o julgamento foi marcado para o dia 06 de maio de 2008 mas foi adiado pois o réu não tinha à época advogado de defesa.



Açailândia/MA, 17 de dezembro de 2009

Assessoria de comunicação do Centro de Defesa da vida e dos Direitos Humanos de Açailândia/MA – CDVDH





 



 
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